Quinta-feira, 8 de Maio de 2008
Entrevista a João Paulo Santos (JSD)

“A política entre os jovens”

 

1: Concordas com a preocupação manifestada pelo Presidente da República relativamente ao "afastamento" dos jovens da política? Porquê?

 

O Sr. Presidente da República demonstrou mais uma vez que está atento ao cenário político do país, referindo o que há muito se sabe, mas que nenhum político se prestou a encará-lo como um problema. Não poderia estar mais de acordo com o Sr. Presidente. Eu, no meu dia-a-dia de estudante verifico que grande parte dos meus colegas estão deveras desprendidos da actividade política, atingindo níveis de ignorância impensáveis. A imagem que a nossa classe política transmite ao país favorece a descredibilização desta actividade fulcral para uma boa vivência em sociedade. Os nossos políticos são constantemente ridicularizados, sendo a comunicação social a principal fonte envenenadora da política. Também o papel dos professores e dos pais é essencial neste campo, sendo que a experiência que tenho me diz que os professores em nada motivam os alunos a interessarem-se pela política, pelo contrário, transpõe para a sala de aula os eternos conflitos que mantêm com a classe política, desmotivando assim os jovens. E, como é óbvio, num país em que a população em geral é desprendida da política, não assumindo uma ideologia como sua e bailando politicamente conforme os seus interesses, como se verifica pelas constantes discrepâncias de resultados eleitorais, os filhos não recebem em casa motivação para considerarem esta uma actividade meritória e perceberem que todos nós devemos ter um papel activo na sociedade, pois são as pessoas que constroem o país em que vivem!  

2: O que propões para tornar o exercício da actividade política a nível local mais próximo dos cidadãos, em particular dos mais jovens?

 

A política local tem uma grande vantagem em relação à política nacional ou internacional: a proximidade física. O contacto directo e troca de ideias com os políticos locais são uma forte arma para motivar os jovens para a política, pequenos encontros informais que sirvam para a confraternização das partes e para destruir mitos que existem sobre esta actividade, que em nada abonam a seu favor. A dinamização de actividades por parte das juventudes políticas locais também é uma forma de persuadir os jovens a abraçarem a política, procurando a corrente partidária que mais se identifica com as suas ideologias, contribuindo isto para a construção da sua personalidade enquanto cidadão.

        As associações juvenis, nomeadamente as associações de estudantes, também devem ter um papel preponderante nesta campo, nunca esquecendo a isenção partidária, mas encontrando formas de alertar os jovens para a situação política que os rodeia e acima de tudo passar-lhe a mensagem de que têm nas mãos a possibilidade de corrigir aquilo que entendem que não está correcto. A classe política não é um grupo de iluminados que tomam as decisões por nós, a classe política é um grupo de pessoas comuns como todos nós, mas que um dia decidiram pôr mãos à obra e fazer o que entendem ser o melhor para a autarquia, para o país, para o mundo!  

                       

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publicado por 12º D pombal às 13:57
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